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Carnaval na Farmácia: O que devo saber antes de cair na folia?

A festa mais alegre do ano está aí! E é hora de comemorar o carnaval. Mas como a gente é apaixonado por saúde, não podemos deixar de dar dicas especiais para você aproveitar ao máximo esse momento.

Uma das principais dúvidas nesse período é: medicamentos e álcool combinam? É comum os pacientes chegarem até a drogaria com dúvidas nesse sentido: “Posso beber durante este tratamento?”; “Depois de quanto tempo posso beber?”; “O efeito do medicamento aumenta ou diminui com o álcool?”. Afinal, a gente quer se divertir, mas não quer criar outra complicação de saúde. Por isso, hoje eu vou responder essas perguntas para você.

Como se cuidar no carnaval

A priori é preciso entender que todo medicamento, quando ingerido, passa por processos no corpo. Por exemplo, a administração do medicamento, seguido da sua metabolização – quando o remédio passa por transformações para desencadear seus efeitos, bem como iniciar o processo de eliminação do corpo. O álcool pode aumentar ou diminuir a duração de alguns destes três processos.

A principal dessas alterações maléficas ao organismo ocorre devido a metabolização do álcool ser feita no fígado, assim como a maioria dos medicamentos. Ou seja, esse órgão fica com uma grande demanda de trabalho. Isso pode retardar processos que potencializam o efeito do remédio, causando intoxicações ao organismo.

Algumas das interações serão citadas a seguir. Se você vai beber no carnaval, então precisa de conhecer essas informações antes.

alcool e medicação no carnaval

Álcool + Antibióticos

Antibióticos a base de metronidazol, trimetoprima-sulfametoxazol, tinidazol e griseofulvina pode provocar dores de cabeça, queda de pressão, dificuldades respiratórias, palpitações, vômitos e, em casos extremos, pode levar até a morte. Outros, contendo cetoconazol, nitrofurantoína, eritromicina, rifampicina e isoniazida podem ter seus efeitos inibidos, além de potencializar o dano ao fígado, como citado anteriormente.

Álcool + Anti-inflamatórios não esteroidais

Medicamentos como o ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e diclofenacos podem aumentar o risco de úlcera gástrica e sangramentos. Assim, surgem alguns sintomas. Por exemplo: o aparecimento de fezes escurecidas (sanguinolenta), tosse com sangue ou vômito que aparente borra de café.

Álcool + Paracetamol   

Essa mistura pode aumentar o dano ao fígado. Como resposta, pode-se observar a presença de febre, calafrios, dor nas articulações ou inchaço, cansaço excessivo ou fraqueza, sangramento anormal ou hematomas. Em todos esses casos, deve-se procurar atenção médica. Além disso, outros sintomas que exigem acompanhamento são erupção cutânea ou coceiras, perda de apetite, náuseas, vômitos ou amarelecimento da pele ou dos olhos.

Álcool + Cafeína

A cafeína também é um diurético e o seu abuso em conjunto com o álcool pode levar a desidratação. Além disso, pode piorar os sintomas da ressaca no dia seguinte.

Álcool + Calmantes ou “Tarjas Pretas”

Os calmantes atuam no sistema nervoso central (SNC). Assim, a mistura desses medicamentos com bebidas alcoólicas pode provocar uma maior sedação/sonolência. Em casos mais graves, pode levar, por exemplo, a pessoa ao coma ou gerar insuficiência respiratória. Então, cuidado!

Álcool + Remédios de Pressão

O álcool pode ajudar a diminuir a pressão arterial. Assim, o paciente pode sentir dores de cabeça, vertigem, tonturas, desmaios, alterações no pulso e na frequência cardíaca. No entanto, esses sintomas são mais comuns no início do tratamento, após uma alteração na dosagem, ou quando o tratamento é reiniciado após um intervalo.

Álcool + Antialérgicos

Essa combinação pode causar tonturas e desequilíbrio, além de aumentar o efeito sedativo. Algumas pessoas também podem sofrer confusão e prejuízo na capacidade de julgamento, bem como comprometimento na coordenação motora.

Álcool + Corticóides

Os corticoides, por serem derivados do colesterol, apresentam uma metabolização mais lenta. Por isso, a utilização concomitantemente com álcool pode causar menos efeito que o esperado.

Considerando as diversas interações entre os diferentes tipos de medicamentos abordados aqui, reforçamos que não é indicado o consumo de bebidas alcoólicas durante o uso de medicamentos. O fígado demora em torno de uma hora para a metabolização de uma taça de vinho, chope ou até mesmo uma dose de destilados, por exemplo. Por isso, recomenda-se esperar, no mínimo, uma hora para cada dose de bebida alcoólica ingerida, antes de tomar qualquer tipo de medicamento. E é sempre bom relembrar: se beber não dirija.

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Agora que você já conheceu mais sobre a mistura de bebida alcoólica com medicamentos, é hora de aproveitar o carnaval com segurança. Então, divirta-se!

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